Li O retrato de Dorian Gray pela primeira vez em 2010. Guardei minhas citações favoritas do livro no Skoob, pois as achei muito preciosas, dignas de serem lembradas para sempre, confesso que não esperava ser surpreendida por tantas frases impactantes. E no fim do livro me senti inspirada até para fazer espontaneamente uma resenha, que também está no meu perfil da rede social de leitores.
Bonitinho e nada ordinário.
"Dorian Gray pôs a vaidade acima da felicidade, foi seu erro e sua perdição. Buscando sempre o prazer em cada experiência vivida, sem considerar os sentimentos alheios, ele arruinou a vida de várias pessoas, cometeu crimes e sujou sua alma. Se a verdadeira beleza consiste na interior porque é aquela que cultivamos e não aquela que recebemos ao nascer e da qual nenhuma culpa temos, pois não escolhemos a nossa aparência física, Dorian só descobre isso no final de sua vida, ao perceber que se tornou um monstro. A sua aparência era perfeita, mas sua presença era maligna, seu rastro era de desgraça, quem andava com Dorian acabava mal, aos poucos as pessoas foram percebendo sua perversidade, sua falta de consciência e de culpa por seus atos. Morre arrependido, percebendo que jogou sua vida fora atrás de algo que em troca não lhe trouxe nenhuma vantagem. Os aprendizados que a vaidade lhe trouxe não o fizeram um homem mais sábio, nem ser mais querido ou ter mais amigos. A influência de "amigos" que inclusive foi um dos temas mais marcantes na história, a presença de Lord Henry, uma má influência, por sinal, um homem que vira a cabeça de Dorian com suas ideias charlatãs sobre a vida, a arte e a juventude. Se fosse um conto com personagens tipo: Lord Henry seria o diabinho, Basil seria o anjinho e Dorian o parvo. Uma história que faz pensar muito sobre as escolhas que fazemos na vida, nas más influências dos amigos, na valorização exacerbada da juventude, como se a felicidade só pudesse ser alcançada quando jovens. Uma pena que a redenção de Dorian venha com o seu suicídio, foi uma vida perdida, tantos talentos a serem desenvolvidos, mas todo seu potencial foi usado para más ações. Dorian não transcende o dilema do fim da juventude, e acho que o nós, seres humanos, também ainda não transcendemos, o que Oscar Wild nos deixa é uma pergunta sobre como lidar com o fim da juventude e consequentemente com o fim da vida."
"Dorian Gray pôs a vaidade acima da felicidade, foi seu erro e sua perdição. Buscando sempre o prazer em cada experiência vivida, sem considerar os sentimentos alheios, ele arruinou a vida de várias pessoas, cometeu crimes e sujou sua alma. Se a verdadeira beleza consiste na interior porque é aquela que cultivamos e não aquela que recebemos ao nascer e da qual nenhuma culpa temos, pois não escolhemos a nossa aparência física, Dorian só descobre isso no final de sua vida, ao perceber que se tornou um monstro. A sua aparência era perfeita, mas sua presença era maligna, seu rastro era de desgraça, quem andava com Dorian acabava mal, aos poucos as pessoas foram percebendo sua perversidade, sua falta de consciência e de culpa por seus atos. Morre arrependido, percebendo que jogou sua vida fora atrás de algo que em troca não lhe trouxe nenhuma vantagem. Os aprendizados que a vaidade lhe trouxe não o fizeram um homem mais sábio, nem ser mais querido ou ter mais amigos. A influência de "amigos" que inclusive foi um dos temas mais marcantes na história, a presença de Lord Henry, uma má influência, por sinal, um homem que vira a cabeça de Dorian com suas ideias charlatãs sobre a vida, a arte e a juventude. Se fosse um conto com personagens tipo: Lord Henry seria o diabinho, Basil seria o anjinho e Dorian o parvo. Uma história que faz pensar muito sobre as escolhas que fazemos na vida, nas más influências dos amigos, na valorização exacerbada da juventude, como se a felicidade só pudesse ser alcançada quando jovens. Uma pena que a redenção de Dorian venha com o seu suicídio, foi uma vida perdida, tantos talentos a serem desenvolvidos, mas todo seu potencial foi usado para más ações. Dorian não transcende o dilema do fim da juventude, e acho que o nós, seres humanos, também ainda não transcendemos, o que Oscar Wild nos deixa é uma pergunta sobre como lidar com o fim da juventude e consequentemente com o fim da vida."
Nenhum comentário:
Postar um comentário