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| Crédito da imagem: http://migre.me/fNreb |
O "herói" sai da caverna e descobre a realidade. Isso é possível? Acho que não.
A caverna é como uma cebola: há camadas e camadas de “realidades” ou dimensões de cavernas. Seremos e somos sempre ignorantes do verdadeiro real. Talvez por isso existam tantas visões sobre a realidade neste mundo. Não há consensos. Há quem, a ferro e fogo, tente impor a sua visão do real ou da verdade.
No desdobramento da peça Deus, de Wood Allen, inicialmente uma tragédia grega, percebemos se tratar de uma encenação, passando, então, a uma peça sobre a encenação de uma tragédia grega.
Em determinado momento os atores saem da peça sobre a peça e se dirigem à plateia, lembrando os espectadores também da sua condição de encenadores de uma realidade, havendo igualmente outra platéia assistindo-os e que nada a sua volta seria de fato real. Esta impressão, para quem está assistindo à peça, é, de certa forma, transmitida. Alguns espectadores chegam a olhar para traz para ver a platéia da platéia. É confuso?
Em determinado momento os atores saem da peça sobre a peça e se dirigem à plateia, lembrando os espectadores também da sua condição de encenadores de uma realidade, havendo igualmente outra platéia assistindo-os e que nada a sua volta seria de fato real. Esta impressão, para quem está assistindo à peça, é, de certa forma, transmitida. Alguns espectadores chegam a olhar para traz para ver a platéia da platéia. É confuso?
Podemos ser esse "herói" da caverna em busca do real. É uma tarefa ingrata, mas excitante.
Nunca saberemos quando chegaremos de fato ao real, pois poderemos ser só mais um com uma visão particular do que é o real, do que é a verdade.
A condição da Filosofia está atrelada à busca contínua da verdade, mas não tem fim. A verdade está encoberta e limitada para o conhecimento do homem, este é limitado pelos seus sentidos, sua personalidade, sua condição de humano, verdadeiras cavernas sobre cavernas que o impedem de chegar a uma verdade absoluta, ao conhecimento do real.

